5/09/2013
Segundo minha amiga R*,
hoje começa um novo ano pelo calendário. Hoje (na verdade, ontem) foi o Ano
Novo judaico. E a cabala decreta:
Foque na ação que está fazendo, sem se preocupar com
o resultado que deseja atingir com ela. Concentre-se no agora.
E uma postagem logo
abaixo aconselha:
Opte por aquilo que faz seu coração vibrar, apesar
de todas as consequências. (Osho)
E mais adiante, dois
bonequinhos de uma história em quadrinhos conversam, à beira de um precipício:
Bonequinho 1 - Às vezes eu penso em desistir de
tudo. Mas aí eu vejo alguma coisa bonita ou engraçada e resolvo ir ficando. Vai
que melhora, eu digo para mim mesmo. Você acha que eu sou um idiota?
Bonequinho
2 - Acho.
*
Minha psicóloga me
receita florais, que são emoções em gotas. Teve um que ela me receitou para
limpeza, os outros não lembro para quê. Mas um ela receitou para trazer alegria
a minha vida. Sim, ando espartana. Faltam excessos; de sexo, risadas,
descontração. Tudo mais ou menos, pendendo para menos. Consolo-me pensando que
menos é mais e que vazio é possibilidade... bem, consolo-me.
Mas a psicóloga está
certa. Consolo não é alegria.
Trecho de “Palavras de
Emmanuel”:
Nem tudo é maldade de caráter: há fraquezas no outro
(e em nós!), há muita falta de conhecimento, há neuroses agindo, há complexos
ignorados, há egoísmo, mas também há bondade em maior ou menor grau. Há luz, e
é a essa luz que habita, em maior ou menor grau, a todos – nós mesmos e aqueles
que mais erraram conosco – que devemos dirigir nossas palavras, nossa
lembrança, pois somente essa parte de nós possui lucidez, honra e sabedoria. Um
dia essa parte luminosa brilhará mais forte em todos nós. Um dia toda a
harmonia e todo o amor serão reconstituídos.
*
Comecei a ver um
desenho animado no You Tube. De Babar, o rei dos elefantes. Babar ama a
elefantinha Celeste. Ando me achando tão pronta para o amor e, paradoxalmente,
tão sozinha, que o amor dos dois elefantinhos me comoveu. Eu fiquei pensando:
Cadê o meu, cadê o meu amor? Por que eu não gosto de quem gosta de mim e por
que, afinal, não gosto de ninguém?
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