1/09/2013
Chegou setembro, mês da
minha primavera. Eu resolvo que, para acabar com o vício do Facebook, cada vez
que me sentir tentada a ir para a rede, vou escrever um pensamento aqui nesse caderno.
A partir de hoje.
*
Elizabeth Bishop. É ela
que fica depois do filme “Flores Raras”, que assisti ontem. A busca de
Bishop... a admissão do vazio, do eterno vazio.
E eu digo: Evite
preencher o vazio com mais vazio.
Escreva.
Escreva.
Escreva que o vazio
fica pleno. Por algum insondável motivo. Por algum insondável...
Cansada de me conectar
com o mundo. Quero saber de mim. O que o mundo tem a me dizer que eu não saiba?
O Facebook diz:
1)
O Universo responde não ao que você
quer, mas ao que você está sendo. Você está sendo o que você quer?
2) Quita
poder a todo lo que te perturbe. Si no existe en tu mente, tampoco existirá en
tu vida.
Um e-mail na caixa de
entrada diz:
Não
se esqueçam de que, na vida, existe uma coisa chamada “rito de passagem”.
Quando decidimos mudar, precisamos ritualizar este momento. O rito de passagem
traz responsabilidade ao ato da mudança. Vá a um lugar sagrado – uma igreja, um
bosque – e entre em comunhão com o Universo, isto é; com o seu Deus. Use uma roupa que você comprou ou guardou
para este dia. Faça uma oferenda e uma prece: dedique os próximos passos a
Deus. Peça a Ele para lhe guiar, proteger, mostrar o melhor caminho. (Paulo Coelho)
Aí, entro no FB e vejo
um texto sobre gratidão dizendo:
Os
momentos bons são numericamente maiores que os momentos ruins, pois acontecem
entre um momento ruim e outro. Porém, nós registramos com mais força os piores
momentos. E fazemos isso porque não agradecemos o suficiente pelos momentos
bons.
Embaixo dessa postagem,
tem a foto nova do perfil de uma amiga. Essa foto foi curtida pela Greiciane Kellyson.
Eu clico no perfil dela. Como seria uma pessoa com esse nome?
Ela tem 910 amigos, é
seguida por 17 pessoas. Estudou Educação Física, tem o cabelo pintado de loiro.
Gosta de forró e sua frase preferida é:
O
dinheiro não compra a felicidade.
Clico de novo na página
principal. Vontade de descobrir algo novo, receber uma mensagem, uma notícia
boa. Ou uma notícia ruim, qualquer coisa. Qualquer coisa que me faça sair de
mim. Desse marasmo em que está tudo suspenso.
Um
beijo antes de morrer.
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